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Franco Atirador p.3

Grêmio Estudantil do  Franco

Franco Atirador

GINCANA 80 ANOS

O Grêmio agradece a todos os alunos que participaram da gincana. Agradecemos especialmente a doação de cerca de 4 toneladas de alimentos, que foram todos cedidos para a Igreja da Santíssima Trindade. Agradecemos também às pessoas que nos ajudaram na organização desse evento: Rafael Barreto, Emanuela Regina, Gustavo Santos, Elano, Fernando e à coordenação e direção do colégio.

EMOÇÃO NO ENCONTRO DOS VESTIBULANDOS DO FRANCO

Dia 21 de outubro foi um dia muito especial para os alunos do terceiro ano. Sob o comando da professora Miriam, foi realizado um relaxamento no pátio do colégio a fim de reunir forças para a maratona do vestibular. No fim, todos deram as mãos — professores e alunos — e formaram uma grande roda, abraçando o pátio do colégio, que foi, durante todos esses anos, palco de grandes acontecimentos de nossas vidas. Muitos não contiveram a emoção e choraram nesta despedida antecipada do colégio. O clima era de profunda alegria, mas boa parte dos alunos já sentia saudades do Franco-Brasileiro.

Depois, os alunos receberam das mãos do Monsieur Tauziete um presente muito especial: uma camisa com dizeres comemorativos dos 80 anos do colégio. Foi oferecido também um farto café da manhã para os alunos e professores. Os vestibulandos agradecem essa belíssima manifestação de carinho do nosso colégio. Mais uma vez o Franco deu o exemplo de como se deve educar a juventude: além do ensino das matérias básicas, é fundamental que haja uma relação de carinho e amizade entre alunos, professores e diretores. Obrigado, Franco!

AO LICEU FRANCO-BRASILEIRO NOS SEUS 80 ANOS

Entre meu início no Liceu e agora — o tempo e o espaço. Os sentimentos antigos, dentro de nós, não perdem a sua força com o passar do tempo; pelo contrário, ao primeiro toque a memória sensitiva os acende e, então, vivos e presentes, caminham fora e dentro de nós. Há qualquer coisa além — a saudade — “florzinha roxa que o amor cultiva…”

Fecho os olhos e deixo-me passear no tempo…

O começo. Eu e Lenira… lembra-se? Chegamos no Franco no mesmo dia e na mesma hora… e a amizade perdura… Ah! Como é bom lembrar…

Entro… a sala dos mestres, a secretaria (que saudades, Dona Cecy!), a sala da direção… (lembra-se, Dona Eliana, dos nossos encontros na dinâmica de grupo? — “Um galo sozinho não tece uma manhã / precisa do canto de outros galos”…) Assim era o nosso convívio, e os mais novos resgatam a tradição. Convivência de emoção, de paixão, não só de conhecimento, mas sim de vida; e continuo… o pátio, as salas de aula, os alunos… (imagino por onde andarão aqueles meninos e meninas…), os amigos-colegas que se foram, os amigos-colegas que continuam, todos fazendo parte de mim.

Os sons de tudo e de cada um submetendo-me à doce lembrança de um tempo tão feliz!
“Chamam saudade de dor boa / mas aguentá-la quem há de?”

Parodio Manoel Bandeira:

Mas o Franco vai ficar
Como forma perfeita
Intacto, suspenso no ar.

Na claridade e na alegria dessa festa de hoje, com ternura respeitamos os respeitados oitenta anos de nosso amado Liceu.

Parabéns, Franco-Brasileiro!

E olha, Versiani — aluno querido, mestre e agora coordenador —, insisto dizendo sempre os versos de Drummond:

“Mas as coisas findas
Muito mais que lindas
Essas ficarão.”

Soninha (ex-professora do Liceu Franco-Brasileiro)