Mario Cesar Alves de Carvalho
Era o ano de 1977. Festival de Música no Franco. Eu e um grupo de amigos resolvemos, de farra, inscrever uma banda: a Ketschup Soul Band!
Éramos umas figuras. Tinha o Antônio Saraiva — hoje músico conceituado — junto com o Nelsinho, o Nei, o Sérgio Barroca, meu irmão, o Peçanha e eu. A bagunça era tanta que a minha roupa era uma calça de veludo preta, uma camisa dourada e um casaco de peles.
Ganhamos um prêmio de Comunicação.
Um ano depois, eu já estudando no São Vicente, comecei a namorar aquela que viria a ser minha esposa. Conversa vai, conversa vem, ela me conta que uns amigos dela tinham ido ao festival e ficado revoltados com um grupo que ganhou um prêmio de Comunicação.
Quando contei que o cara fantasiado de “negão” americano era eu, ela quase teve um treco!
Até hoje brinco com ela dizendo que nós fomos os precursores dos Mamonas Assassinas — e de tantos outros que surgiram nessa linha.
Mais tarde descobrimos que nossas mães eram amigas havia 15 anos, e que o padrinho do meu irmão era também o padrinho do irmão dela. Ô mundinho pequeno!
A Denise Cardoso também vim a descobrir que era filha da irmã de uma grande amiga da minha mãe. Como se vê, a gente sempre acaba se esbarrando por aí.
Um abração.
(Crônica escrita em 1999.)